Falta de matérias-primas trava sustentabilidade dos plásticos

Os oradores da conferência “INOV. AM – Inovação em Fabricação Aditiva” sublinharam a dificuldade de obter matérias-primas renováveis. A escassez de materiais reciclados e recicláveis é um entrave ao desenvolvimento sustentável na indústria dos plásticos, como discutido na conferência durante a Semana do Molde, na Marinha Grande.

Região de Leiria, 22 Nov. 2023, https://www.regiaodeleiria.pt/2023/11/semana-de-moldes-falta-de-materias-primas-esta-a-travar-sustentabilidade-dos-plasticos/.

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A sustentabilidade é crucial para os polímeros [plásticos], mas obter matérias-primas renováveis é um desafio, como indicou Raul Pentieiros, Diretor Comercial da VFPlas, na sessão do Centimfe.

Embora se fale frequentemente em sustentabilidade, encontrar matérias-primas é mais desafiador do que discuti-las. Muitas vezes, fornecedores alegam ter matérias-primas adequadas, mas encontrá-las em quantidade suficiente é problemático, destacou Pentieiros.

Pentieiros afirmou que “a sustentabilidade tem um início, mas não sabemos como e onde terminará”.

Indicando que, embora teoricamente recicláveis, a viabilidade económica é incerta. Questionou como realizar a recolha e qual será o custo de reciclar os polímeros.

O grande desafio na reciclagem de termoplásticos reside na criação de sistemas de recolha e triagem, devido à diversidade no consumo.

Pentieiros sugeriu uma potencial redução no número de polímeros usados para facilitar a separação. Por outro lado, João Monteiro, Diretor de Operações na LCR/Coblex, destacou a questão dos materiais reciclados e recicláveis fiáveis quanto à origem. Enfatizou a importância de cumprir os regulamentos REACH e permanecer vigilante em relação às substâncias SVHC.

“Ao procurar materiais reciclados, pigmentados ou não, com metais pesados ou outras substâncias contaminantes cuja origem não pode ser determinada ou garantida, as quantidades disponíveis diminuem drasticamente, independentemente do preço”, referiu Monteiro. Apontou a complexidade adicional do aspeto biológico da sustentabilidade, indicando que, se deseja investir numa percentagem significativa de materiais à base biológica, existem quantidades muito limitadas disponíveis, sendo apenas o mercado convencional capaz de abastecer as empresas.

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